quinta-feira, 17 de março de 2016

Mas é claro que eu vou estudar!

"Lula da Silva não é bem bandido. É mais um progressista acelerado que, tendo concluído que o progresso para todos ao mesmo tempo estava demorado, resolveu despachar-se e dar o exemplo."

Do Blog "O Insurgente"


  Esse vai para você, especialmente para você, que vem colocando vários textos escritos em tom sereno, me convidando a refletir, a pensar com você e.. a estudar. Vamos lá então: 
  Para começar, seu tonzinho sereninho não me engana. Eu escuto seu ranger de dentes, sua taquicardia, e até sua respiração. Dá para ouvir, vai por mim. Eu te entendo. Tem gente, muita gente, mas muita gente mesmo, na rua. Gente que não foi chamada pela sua gente. Gente que não foi chamada por ninguém. Eu sei que para você isso não é legal. Essa turba não sabe o que quer né? Nunca soube. Precisou luminares como você para conduzi-la sempre a salvo de uma mídia que lava cérebros. Aliás a culpa é da mídia por esta arruaça toda, certo? Falando nisso percebeu o acento da citação lá em cima? Não? É porque deve ter lido Eça de Queiroz nessas edições "traduzidas" (a gente sabe que nem isso você leu): trata-se de um blog de Portugal. Estão rindo de nós, ops, de vocês, tá vendo? A mídia de lá é golpista também. A mídia do mundo todo é golpista. O trabalhador é enganado por esta mídia espúria, safada, e por isso vocês precisam protegê-lo desta violência, impedindo que conteúdos perniciosos lhe cheguem a embaralhar os (poucos?) neurônios. Fale de uma vez que é a favor da censura. É mais fácil. Você defende censores, a gente sabe.
  Mas, ok, vamos refletir um pouco. Este é o maior movimento da história, a despeito do que quer nos fazer crer a mídia. Estranhou? Saiba que o jornal que você diz ser vendido precisou mudar o nome do seu instituto de pesquisa para que as pessoas na avenida Paulista no último domingo tivessem boa vontade para responder às perguntas. É que há um ano este instituto vem mentindo sobre o número de pessoas presentes nas manifestações. Arredonda criminosamente para baixo. Sim são vendidos. 
  Espanta você que o maior movimento popular da história seja contra quem liderava os maiores movimentos populares? A mim não. Vocês nunca lideraram o que achavam que lideraram. As "Diretas Já!", o "Fora Collor", foram movimentos parelhos, que tinham como característica também a espontaneidade, a irreverência, o curso ordeiro e até a cor amarela. Um compositor, que certamente você admira cantou as Diretas Já num samba, que traz o verso "quando vi todo mundo da rua de blusa amarela...". Agora é a mesma coisa, só isso. Você quer que a gente se envergonhe pelo fato de estar na camisa o brasão de uma entidade que teve um ex- presidente preso e outro que não pode nem sair do país. Essa camisa simboliza outras coisas também, mas no momento é - vai por mim - mais pelo amarelo mesmo. Quem favoreceu à CBF foi aquele ladrão por quem você tem dado a vida e se exposto ao ridículo.
  Seu medo está bem aí. Caiu a ficha que até hoje quem moveu a história fomos nós, o povo. Sem cabrestos, sem mortadela, sem vermelho. A Diretas Já não foi obra de vocês. O Fora Collor não foi obra de vocês. O Fora Dilma é filho e neto destes. Obra de vocês foi o julho de 2013, aquele pastiche violento.
  Ao me mandar fazer a única coisa que minha mãe nunca precisou me mandar fazer, que é estudar, você, de modo cândido me diz que eu não passo de um ignorante, de um débil mental desinformado e tutelado por grupos de comunicação, que minhas crenças não tem respaldo, não passam de expressões de minha rematada estultice, e, muitíssimo generosamente vem me convidar para uma reflexão porque aquilo em que creio não procede pelo bom senso. E tudo isso só porque eu penso diferente de você...
  Com seu jeitinho, você vai tentando abrir meus olhos para a única VERDADE da vida. Aliás, você imaginou um regime de governo que possa ter um jornal oficial com esse nome? Significa que aquilo que não estivesse publicado num jornal chamado Verdade ("Pravda" na língua original) era por definição mentira. É isso que você está me dizendo, chuchuzinho, eu entendi. Que sua verdade vai se sobrepor ao que penso ser a minha, mas para isso eu tenho que evoluir como pessoa - que tal começar a estudar, não é mesmo? 
  Deixa eu te dizer uma coisa: enfie este seu totalitarismo no rabo. Eu não tenho medo (nunca tive) da sua laia. Pode vir pro pau. Há muitos anos treino a cuca para isso. Estou pronto. E com o dedo apontado para sua cara.
  Mas não se assuste. É só um dedo. Quem aponta fuzil para quem discorda são aqueles que você admira.

segunda-feira, 7 de março de 2016

O auto engano de Lula

"E a elite brasileira, que nós chamamos de coxinha, não consegue aceitar a ideia de uma mulher governar um país como esse", disse Lula ontem, em referência à presidente Dilma Rousseff em discurso para a plateia que engole esse tipo de despropósito intelectual na sede do PT em São Paulo.
Esse discurso é o mesmo que embasa a fictícia existência de uma classe média fascista, que não gosta de ver pobre andando de avião, que é contra a distribuição de renda justa, a escolarização dos pobres e a melhoria de vida do trabalhador brasileiro.
Se existe gente preconceituosa, sem noção, conservadora, racista (e com certeza existe e muito) que se encaixe no estereótipo do coxinha que a proganda esquerdista insufla, esse não é o perfil da massa da população que quer o PT fora do governo federal hoje.
Foi com essa classe média "coxinha" que Lula se elegeu a primeira vez e se reelegeu depois. Foi também com parte dessa classe média ainda iludida, que o PT se manteve no poder até agora. Isso aconteceu, justamente por que esse pessoal que o Lula insiste em chamar de elite, classe média, fascista, misturando tudo conforme a conveniência e o momento da platéia, votou e até a pouco ainda votava no PT.
Esse pessoal, que lidera ou aderiu ao movimento antipetista e que vai às ruas protestar no dia 13 de março, não é contra preto ou pobre, estudando, andando de avião, governando. Aliás, essa classe média que te elegeu Lula, é a mesma que depois venerou um negão de origem humilde de toga que fustigou o PT, chamado Joaquim Barbosa, e é fã do Obama. Esse pessoal, esperava que Lula e o PT fizessem o que começaram a fazer mas não foram capazes de continuar e efetivar. Não foram capazes de mudar de forma estrutural a situação social do nosso país. E não. A culpa não é "daszelites" Lula. Se o país não avançou, a responsabilidade não é da elite, pelo menos não dessa a que você se refere e que é, mais do que qualquer outra coisa, apenas uma entidade retórica que surge frequentemente nos seus discursos. A responsabilidade é sua Lula e do seu partido, que governam na esfera federal há 13 anos.
Essas pessoas, que Lula diz que rejeitam a sua origem humilde e uma mulher no governo, não aceitam o gogó maior do que os fatos. Sabe distinguir o que é uma mudança social de fato, daquela maquiagem distributiva simplista e ineficaz que o PT entregou enquanto detonava a economia, pouco fazia pela educação (e assim minava o caminho do verdadeiro desenvolvimento social sustentável) ao mesmo tempo em que assaltava e deixava que assaltassem o Estado brasileiro. Não toleram mais que se justifique tanto atraso no modo de fazer política em nome de uma política social que é mais populista e demagógica que efetiva. E ainda, essa classe média não está aí com o socialismo, pois não acredita que justiça social e desenvolvimento tenham qualquer coisa a ver com socialismo. Isso precisa ficar claro Lula.
Esse pessoal não está contra qualquer projeto de melhoria social, mas não cai no conto do vigário de que o PT seria a única via para o desenvolvimento e a justiça social no Brasil.
O PT se desfigurou completamente e se fundiu com a oligarquia política atrasada dos Sarneys, dos Collor, de Renan. Se associou ao mercenarismo do PMDB fisiológico com quem se locupletou e não tem mais como se desvencilhar, apesar dos brados de "Fora Cunha" da militância de esquerda que quer fazer crer (e acredita, sera ?) que isso resolve os problemas do Brasil. O PT se fundiu com a elite empresarial sangue suga das construtoras que superfaturam, com a elite empresarial que mama nas tetas do BNDES. O PT deu uma cara gigantesca à uma nova elite burocrático-partidária que infestou as empresas estatais, os seus fundos de pensão (que ajudaram a destruir financeiramente) e os emblemáticos 39 Ministérios em mais um sorvedouro de dinheiro público.
Ainda que a percepção do conjunto da arquitetura distributiva do modo de governar petista seja difusa, esse pessoal que vai protestar no dia 13, no fundo está lutando contra um modelo corrupto, ineficiente e fracassado, que distribuiu dinheiro pros ricos pela corrupção e pelos privilégios discricionários de uma condução econômica intervencionista, por vezes eleitoreira, em outras desastrada mesmo, mas sempre e sempre ineficiente e onerosa. Onerosa para os seus bolsos no agora e onerosa para o futuro dos seus filhos e netos.
O modelo petista como dito, também distribuiu dinheiro para uma camada média da população. Aquela do cabidão de emprego que inchou a máquina pública. E claro, o mais importante (ao menos para o marketing político), distribuiu para os pobres pelo Bolsa Família, transformando aquilo que deveria ser uma política temporária de mitigação em algo perene que acabou por servir à propósitos eleitorias mais de uma vez. A falta de efetividade na promoção do desenvolvimento estrutural real, evidencia por enquanto a condenação dos beneficiários do bolsa família à serem eternos dependentes do Estado. Tem gente que acha que isso é desenvolvimento social. Eu não acho. Fica muito mais próximo de um assistencialismo e ponto.
Para fechar a inconsistência do modelo adotado, a condução da economia para a recessão, fez insustentável o modelo distributivo gastador, mas a Dilma insistiu em continuar gastando e promover a elevação de impostos. No seu governo, pra piorar, essas medidas são combinadas com elevação dos juros, o que tem se mostrado ineficaz para conter a inflação (que não é de demanda) ao mesmo tempo em que é muito eficaz para acelerar a retração econômica turbinada pela falta de confiança generalizada. Essa combinação, desastrada e recessiva corrobora as sinapses confusas tão evidentes nos discursos de Dilma. Pra mim é resultado de muitas mentes no governo, a começar pela Dilma, com back ground ideológico socialista tentando governar um país capitalista. Pra desenvolver e distribuir riqueza no capitalistmo precisa ter outro drive mental. E o PT e parte de seus aliados, não entendeu e utopicamente não quer viver no capitalismo. Falo utopicamente, como eufemismo, mas é demagogia, pois o que mais estamos vendo são esses líderes de esquerda que criticam o capital mas adoram encher os bolsos e se abraçar à dinheirama.
Esse pessoal que vai às ruas no dia 13 protestar contra o governo, ao contrário do que a artilharia de comunicação do seu partido vai torpedear Lula, não é contra o legado social nem contra aquilo que você diz representar, mas já não representa faz tempo. É contra o legado podre que você e o seu partido deixaram. A lista dessa "herança maldita" para usar um termo seu, é ainda maior do que coube nesse post. Um dos seus piores legados é o achaque continuado do seu partido para a subjugação dos três pilares da República. Loteamanto em escala megalômana do Executivo, compra do Legislativo (mensalão e petrolão) e aparelhamento descarado do Judiciário (STF) para se blindarem.
É por tudo isso que o povo vai às ruas no dia 13 de março, pedir que esse governo seja de vez enterrado. Não é por que a elite não suporta ver uma mulher governando esse país.
Esse é o seu auto engano Lula.
Agora, finalmente, esse seu papo engana cada vez menos gente.
E vamos continuar a fazer força para que engane cada vez menos.
Você e a sua turma fizeram tudo para destruir a credibilidade da esquerda no Brasil seu Lula. Então agora é Fora PT.

   Por Kluk Magri Neto

quinta-feira, 3 de março de 2016

13 desastres econômicos que só ocorreram porque alguém digitou 13 confirma (Parte II)

  (amigos, este texto estava pronto antes da PF convidar Lula e comparsas, digo, familiares, para depor. Serve para completarmos o raciocínio sobre seu legado e acima de tudo para mantermos a serenidade)

  Na histórica semana em que o ministro da Justiça caiu por pressão do ex-presidente que vê a Polícia Federal cada vez mais próxima; na semana em que Bumlai, Odebrecht e Delcídio Amaral acertaram suas delações premiadas; na semana em que a denúncia mais contundente foi dada por pedalinhos, a gente continua a série dos desastres econômicos produzidos por este governo, com o beneplácito dos seus não poucos defensores e eleitores. Se para essa gente parece que ainda está pouco, para nós já deu. Porque, não bastasse a conduta de ladrões (mas até por ela), esta súcia de safados nos brindou com:
 
  8) O rebaixamento da classificação de risco do país pelas agências internacionais: atualmente estamos no nível de caloteiros. Não, não dá para investir aqui. E se não vem dinheiro para investimentos, se prepare que vem aumento de impostos. É... cortar gastos essa turma não vai. Eles só sabem fazer o contrário.

  9) Queda no comércio: já falamos disso, mas a crise não poupa nem amigos do rei. O Magazine Luiza vai amargar um prejuízo de mais de 50 milhões de reais - o maior de sua história. A rede Wal- Mart vai fechar quase 60 lojas por aqui. Pode-se argumentar que se trata de uma reestruturação mundial do gigante do varejo, que vai fechar 115 lojas pelo mundo. Mas não é sintomático que metade delas seja no Brasil?

  10) Para coroar a recuperação da economia mundial, o PIB médio do mundo cresceu 3,4 %. Para coroar nossa incompetência, nossa jequice, nossa preguiça de tudo e para provar de vez que a crise é produto desta cambada no poder, o nosso PIB decresceu 3,8% . Foi a pior queda desde 1990, quando caímos 4,35%, no governo Collor. A chatice nem é só essa, mas é que o argumento desonesto de dizer que a crise é mundial já não cola. Isso faz com que tenhamos que ouvir Lula dizer que a crise é culpa de quem não quer ver pobre andando de avião - o que aliás já não estamos mais vendo, infelizmente.

  11) Taxa de juros: a taxa Selic está a estratosféricos 14,25%. Ok, está assim desde setembro do ano passado. Mas não deixa de ser um atestado de incompetência. O Banco Central faz isso para tentar conter a inflação. Juros altos servem para conter inflação gerada por demanda, ou seja, quando todo mundo tem dinheiro na mão para comprar e chega uma hora em que a oferta fica limitada, causando aumento de preços. O BC então eleva a taxa Selic, de maneira a deixar o dinheiro "mais caro", uma vez que ela é parâmetro para juros praticados pelos bancos. Assim, o juro do crédito aumenta, o que inibe o consumo e leva a uma estabilização dos preços. Faltou alguém avisar ao BC que estamos numa recessão. A inflação que aí está não é pela demanda, mas por ajustes de preços que o mercado está fazendo por conta do aumento de custos. O remédio para este tipo de inflação é o governo gastar menos que arrecada - o nome bonito disso é "ajuste fiscal". Mas a gente já viu que cortar gastos essa turma não vai.

  12) A reação dos mercados ante ao impeachment: basta que se anuncie uma denúncia que possa levar ao impedimento da presidente que os mercados se animam. Com a delação de Delcídio Amaral, o dólar baixou, a bolsa subiu - ações da Vale, da Petrobrás e do Banco do Brasil puxaram a subida. O desastre obviamente não é este. Desastre é ter a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Vale (que só é metade privatizada) nas mãos dessa gente. Tanto é que basta uma possibilidade de serem escorraçados que as ações sobem. E tem quem ainda ache que o impeachment levaria à instabilidade...

  13) Herança maldita: será desonesto, burro ou muito desinformado quem se recusar a admitir que a herança da passagem do PT pelo governo será o aumento da pobreza. A equação inflação + recessão é sempre sinônimo de piora na qualidade de vida das pessoas - não só dos pobres. A lista de bilionários brasileiros da Forbes já caiu pela metade. Alguns idiotas podem achar que o dinheiro destes bilionários foi para distribuir renda - sim, tem quem ache. O fato é que Lula pegou um país com a economia estável, e teve que se moldar a isso. Ter dito que recebera uma herança maldita de FHC foi só a primeira de muitas, inúmeras, incontáveis desonestidades deste caudilho a quem dentro de muito breve já poderemos chamar de ladrão.

Por conta de tudo isso, lacraremos 13. 13 de março. Antes que mais desastres ocorram.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

13 desastres econômicos que só ocorreram porque alguém digitou 13 confirma (parte I)

  Lula, o morto-vivo, tentou defender seu legado hoje na TV se valendo de alguns argumentos para explicitar um tempo de bonança e não de crise. Disse que somos o segundo maior exportador de avões do mundo. Somos mesmo, faz tempo. Não se dependesse do PT. Fizeram o diabo contra a privatização da Embraer e ainda este é um mantra petista contra adversários. Em 94, quando foi privatizada, a Embraer dava um prejuízo de 321 milhões de reais. Dez anos depois tinha um lucro de quase 600 milhões. A estatal Embraer, que continuaria estatal a depender de Lula, exportava 4 aviões por ano. Dez anos depois de privatizada, exportava 150. Faltou ressaltar isso no programa.
  Ele também falou que somos campeões do agronegócio. Sim, somos. Apesar do PT e da lógica petista em considerar qualquer empresário rural como um senhor de escravos. Poucas classes são tão demonizadas pela lógica petista como os produtores rurais. E poucos "movimentos" são tão bovinamente fiéis a Lula como o MST, que recebeu mimos e mais mimos em seu governo. Que bom que você reconheceu a pujança do agronegócio, Lula. Mas ela não tem nada a ver contigo.
  Bem, deixemos o programa do PT de lado - o marqueteiro que o escreveu está preso, ora vejam - e concentremo-nos no governo do PT. Segue abaixo 7 desastres econômicos (os outros 6 na semana que vem) que só ocorreram porque essa escumalha está no poder:

1) Desemprego: que é o maior desde sei lá quando a gente já sabe. Sabemos também que no último ano, em torno de 4000 pessoas perderam o emprego POR  DIA no Brasil. O que o próprio Ministério do Trabalho petista divulgou agora é mais emblemático: no ano passado foram fechados 115 mil postos de trabalho para nível superior. É isso mesmo. Foi-se o tempo que diploma era garantia.

2) Falências: no último ano o número de pedidos de falências cresceu 54,4 %. Houve 95 mil fechamentos de estabelecimentos comerciais (5,7% do total).

3) A Azul, companhia de aviação, desativou 20 aviões e deu férias coletivas para tripulantes. A petezada deve achar que é falta de gestão. Deve ser. Mas a empresa "mãe" da Azul, a americana Jet Blue, fechou 2015 com um lucro 150,6% (é isso mesmo) maior em relação a 2014. Ou eles emburreceram quando chegaram no Brasil, ou eles... chegaram no Brasil.

4) Planos de saúde: Ano passado, 1,2 milhões de brasileiros desistiram de pagar planos de saúde. 64 operadoras se encontram sob intervenção da ANS - a Agência Nacional de Saúde Suplementar - e outras 74 já decretaram falência mesmo. Mas não há problema, pois segundo Lula, o SUS é o melhor plano de saúde do mundo.

5) Produção de Etanol: Lula disse que somos líderes em produção de energia limpa. Somos. Mas o etanol foi outrora orgulho nacional. Pois é. Com os atropelos da Petrobrás, só neste ano 6 grandes usinas de etanol fecharam. O setor se encontra em sua maior crise na história, iniciada em 2014, quando foram registrados 77 pedidos de falência entre usinas e negócios afins.

6) Veículos: Ano passado as vendas de carros caíram 26,55%. Tradicionais empresas brasileiras que dependem do setor, como a Arteb, fecharam as portas. E tome férias coletivas, demissões, renegociações de salários. Coisas que aconteciam muito no final da década de 70, devido principalmente à crise mundial do petróleo. Mas naquela época as montadoras tinham no seu encalço um promissor sindicalista que cresceu para a política "defendendo" os trabalhadores deste setor. Não se tem notícia de nenhuma ação dele neste sentido agora. Nada. Nadinha. Nem para relembrar os velhos tempos...

7) Compra de alimentos: o brasileiro está comprando menos comida. Segundo estimativas do IBGE, o volume de vendas de alimentos vem caindo nos últimos 8 anos - todos de governo petista. A queda recorde (por enquanto) foi ano passado, quando as vendas retraíram em 7,8%. Tá bom, em crise a gente corta os supérfulos. Mas comida é supérfulo?

  Bem, essa é só a primeira parte. Tem mais desastre na semana que vem. Lembrando que em 13 de março, caso você queira que esta lista pare de aumentar, tem manifestações marcadas para o país todo. Bóra?


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Podres poderes

  Você deve se lembrar que o ministro do Supremo Tribunal  Federal, Luís Barroso, mostrou a que veio em dezembro passado, ao proferir um voto escandalosamente fraudado e tendencioso sobre o rito a ser seguido em um eventual processo de impeachment. Ele quis nos enganar dizendo que o regimento interno do Congresso não previa a votação secreta para a Comissão Especial que analisa e emite parecer sobre o pedido. Diante da ratoeira petista em que se converteu o Congresso e diante da pasmaceira da oposição, seria fundamental - e destruidora -  uma votação secreta para esta comissão. O douto Ministro sabia disso. Você sabia disso, Dilma sabia disso. Então? Ele resolveu dizer que tal votação secreta não era prevista no regimento. O problema é que ele estava a ler o regimento, inclusive a sessão era televisionada. Problema se ele fosse um homem de bem. Como se trata de um safado, bastou pular uma linha e deixar de ler o trecho do Regimento que legitima a eleição secreta para a tal Comissão. Tente procurar o vídeo. É flagrante, apesar de sutil, o momento em que ele simplesmente ignora o que está escrito e segue com seu voto-fraude. Não bastasse isso, ele também ignora o trecho em seu voto por escrito, tendo a cara-de-pau suprema de achar que vai enganar a todos. Não contente, ele resolve falsificar também a história e escreve em seu voto que a votação para esta Comissão no processo de impeachment de Collor foi aberta. Mentira. A votação, como permite o regimento e legitima a Constituição, foi fechada. Basta consultar os jornais da época.
  Este rábula que se propõe Ministro da Suprema Corte de seu país, está ocupando aquela vaga para defender os interesses da quadrilha que nos rouba impiedosamente há mais de uma década. Para tanto, ele não se vexa em omitir trechos regimentais escritos e ao alcance de todos, tampouco se envergonha em burlar a história, mentindo sobre o processo de Collor. Ele sabe que seu poder para isso não vem de sua capacidade jurídica. Luís Barroso fez o que fez com a tranquilidade dos que sabem que nunca serão devidamente pilhados em crime.
  Sua atuação criminosa fez com que a Comissão eleita, de maioria de oposicionistas, fosse considerada ilegal, o que travou o processo. Até hoje não se tem previsão para nova eleição - que será por voto aberto, ferindo o Regimento. Deu para entender?
  A vara de porcos do STF ignorou leis escritas e fatos históricos e conseguiu por hora melar o processo de afastamento da presidenta. O que falta para sermos uma ditadura?  Na Bolívia e na Venezuela, as Supremas Cortes ratificam prisões de oposicionistas, que em qualquer outro local do mundo - menos no Brasil - são vistas como dignas de regimes de exceção. Quanto tempo falta para isso começar a acontecer aqui?
  Temos gente como Eduardo Cunha e Renan Calheiros à frente do Congresso. São rematados criminosos, todos enredados na mesma teia que sangra o país. Qual o projeto destes senhores para o Brasil?  Temos gente como Dilma na presidência, cujo maior desafio agora é debelar uma epidemia que nos envergonha perante o mundo. Mas ela ainda não entendeu quem é o mosquito, quem é o vírus. Por quanto tempo você acha que ela se debruçou sobre esta questão, para em discurso lido cometer esta gafe? Quem é o Ministro da Saúde? Quais as suas credenciais - responda sem google...
  Os três poderes estão podres. Cabe a nós escolher se deixaremos esta cambada nos esgoelar a céu aberto, até que morrer e matar de fome, de raiva e de sede se tornem gestos naturais. Cabe a nós decidir de uma vez por todas se somos cidadãos dignos deste nome. Ou se somos uns boçais.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Compensa tungar os ricos?

"Pago menos impostos que meus faxineiros."
Warren Buffett

  O diacho é que o tal imposto sobre fortunas está lá num artigo da nossa Constituição. Se for aprovado, que não se venha com a lenga-lenga de Ação Direta de Inconstitucionalidade. O que nosso congresso pode fazer é dizer, como disseram os Congressos da Áustria e Dinamarca, em 1995; os da Finlândia e Luxemburgo em 2006 e o da Alemanha em 2007: provaram por A+B que o imposto não redistribui a riqueza e tem caráter confiscatório e pelas bandas destes países pobres acima citados, o assunto já morreu.
  Trata-se de uma ideia sedutora, que se ancora em duas lendas: a primeira é a crença comunista, esquerdista, socialista, sei lá, que diz que a economia é um jogo de soma zero. Por essa razão é fácil imaginar que aquele prédio suntuoso ao lado da favela de Paraisópolis só é possível porque os moradores do prédio estão em posse de uma grande soma de dinheiro que pertenceria por direito aos moradores da fav... perdoem, aos moradores da comunidade. 
  Então, amigos, este raciocínio remete à conclusão de que a economia é de um tamanho fixo. Já há um bolo de dinheiro pronto e dependendo do tanto que você tem, pior ainda se você tiver muito, vão dizer que você mordeu a fatia destinada a outro ser humano. O que um esquerdopata não quer entender, é que a economia cresce e diminui. O princípio de Lavoisier não se aplica, senão ao contrário. Na economia tudo se transforma e ganha valor, e isso faz com que a economia cresça. 
  Vamos exemplificar: o ferro está debaixo da terra. E precisa ser extraído, inclusive com algum cuidado - Mariana que nos diga. Uma vez extraído ele custa um tanto por unidade de peso. Neste momento, o ferro estará bem parecido com o que foi criado pela natureza. E seu preço será quase simbólico, pois todo o trabalho que tivemos foi tirá-lo da terra. Já vimos, pelo lamaçal do rio Doce, que este trabalho não é tão simples assim, mas vamos lá. Coloquemos este ferro em um trem que irá levá-lo a um porto, que por sua vez o embarcará em um navio (e por favor não imaginem que do trem ao navio serão usadas pás para transferir o ferro). Este navio irá a um país que transformará este ferro em, por exemplo um carro.
  É fácil intuir que o ferro que acabou de sair da mina tem um custo. E que o mesmo tanto de ferro que está presente no carro tem um custo maior. Sim, ele se transformou num carro, mas já não podemos dizer que seja o mesmo ferro, dá para entender?
   A gente explica: quando a Luciana Genro e outros heróis falam de distribuição de renda eles se referem ao "capital financeiro". Sim, capital financeiro é algo muito próximo ao dinheiro em espécie, ao "tutu", ao "faz-me-rir", à "grana", ao "cascáio", em suma, já entenderam né? Pois é. Mas o que a Luciana não te contou (e a danadinha bem que sabe disso), é que tem outro tipo de capital, que é o Produtivo. Vamos voltar para a mina de ferro? O capital financeiro está lá presente nos lucros da mineiradora. Estes lucros já são taxados no Brasil, veja este parágrafo, retirado de um texto de Leandro Roque, do Instituto Mises Brasil:

Por exemplo, vejamos os impostos incidentes sobre as empresas.  No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%.  Porém, aqui as coisas são mais avançadas.  Não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%.  PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.  Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal.  Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

O capital produtivo, é o trem, os imensos caminhões, os trilhos, os navios, os guindastes, as indústrias de transformação, que colocarão outros materiais como o plástico e a borracha nos carros, e daí mais navios, mais guindastes, mais portos, alguns caminhões-cegonha e está lá o carro todo bonitão na concessionária. Na boa, você acha mesmo que ele tem que valer a mesma coisa do chumaço de ferro que a escavadeira arrancou da terra?

E este capital produtivo também tem dono, e é exatamente aí que está grande parte da riqueza daqueles que chamamos ricos. Sobre este capital, nada a declarar por parte dos comunas bonzinhos.

Existe uma segunda lenda, juro que é curtinha, mas é bem legal para entender. A lenda é um professor de economia chamado Thomas Piketty. Ele ficou bem bravo porque um rico americano paga 18% de imposto sobre sua renda, enquanto que um trabalhador médio paga 23%. Ele acha isso injusto. Seria, se a renda fosse a mesma, o pá! Ele diz que fez um estudo em que se começaria taxando em 0,5% anuais os "ricos" que tem um patrimônio de 260 mil dólares. Uma instituição chamada Tax Foundation fez uma simulação e chegou à conclusão que este imposto traria uma diminuição média de 5% nos salários dos EUA, mais uma diminuição do PIB de 6% , ou seja, 991 bilhões a menos no caixa do Tio Sam. O dito livro do Piketty se chama "O capital no século XXI" e custa uns 30 conto na Saraiva. E o estudo que esculachou com o livro pode ser acessado por aqui:

http://taxfoundation.org/article/impact-piketty-s-wealth-tax-poor-rich-and-middle-class 

Me perdoem, eu não sei como faz esse troço de link...

No fim das contas, resta a questão de que a economia não é uma soma zero. Ela cresce e decresce. Ela tem atores que fazem com que isso aconteça, e ao contrário do que muito esquerdóide engomadinho pensa, às vezes as coisas dão errado para os empreendedores. E o prejuízo, ah, o prejuízo eles acham que não devem dividir não. 
Resta a questão também do capital produtivo, envolvido na produção, na logística, na compra e venda, sem contar os ditos empregos indiretos. Ou seja, amiguinhos, o groooosso do dinheiro do rico não está no bolso dele. E em última instância, você aí, mané, que vai achar bonitinho o dono da AmBev pagar muito mais impostos (são três donos, só pra te posicionar), espera só para quanto vai o preço da Skol. Ou você acha que a tunga não vai passar para o preço final dos produtos?

A grande conclusão é que os ricos não ficam mais pobres com este imposto, que como se não bastasse gera inflação e no fim das contas distribui mesmo é a pobreza. E nem se pode dizer que a intenção seja boa, já que uma ideia dessa nasce da inveja de alguém que não acha justo o simples fato de existir outro alguém muito mais rico que ele.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

DA SÉRIE: "Conceitos Básicos para Mortadellers" - Cap 1: "Perda de grau de investimento".

Amigos, eu acredito na humanidade. Eu creio que seremos um mundo bão.
Por isso, e principalmente pelo fato de estar de atestado médico, acamado, sem poder sequer pegar no colo meu mais novo de um ano, começarei uma empreitada hercúlea: a de pelo menos sujar os cérebros dos menininhos e menininhas que foram tão lavadinhos na escola. Chama-los-emos de Mortadellers por razões relativas ao pagamento que recebem para apoiar um governo que rouba e afunda um país. Essa série não será para a dona do Magazine Luiza, nem para o Eike Batista. Eles apoiaram o governo e receberam bem mais que mortadela.

Tentaremos ser didáticos e breves dentro do possível. Caro Mortadeller, os textos aqui são incrivelmente mais fáceis que os de Marx, Foucault, Gramsci e Zizek (sim, eu sei que tem uns sinais gráficos por cima dos Z´s do sobrenome do cara. Mas ao contrário de você, eu sei mais sobre ele). Ok, você nunca leu nada destes caras aí. Tá bom. E se eu prometer que será mais fácil que os do Tico Santa Cruz ou do Durvivier? E mais curto que os do Sakamoto? E com menos referências que os do Stafale? Eu, ao contrário de você, Mortadeller, leio essa turma toda. Não me faz mal não. Eu leio até o Diário do Centro do Mundo. Palmeirenses suportamos fortes emoções.

Aceita o desafio? Vambora? Você já leu dois parágrafos de um reacionário. Morreu? Se o Mauro Iasi não souber, você vai continuar vivo, fera.

Então vamos lá: a aulinha de hoje é sobre "perda de grau de investimento"

Olha só, enquanto você e seus 04 amiguinhos estavam debaixo do Masp xingando gente como eu que estava trabalhando, as agências internacionais rebaixavam a nota do país para que invistam aqui. Já somos considerados como de "padrão especulativo".

Deixa que eu te diga uma coisa. Isto é beeeem chato. Mais chato que você não ter conseguido ingresso para o show do David Gilmour. Sabe por quê, criança? Porque assim fica mais difícil o governo pagar a dívida pública (faremos uma aulinha só de dívida pública, fique em paz).
E é chato por uma razão muito simples. O governo do Brasil tem pouco dinheiro no seu nome. Não se desespere, porque o governo da Itália e o da Inglaterra tem menos ainda. Por isso, para pagar a dívida imensa, ele tem que tirar de você, na forma de impostos. Esse é um jeito, mas é um jeito antipático. Existe um outro jeito que é a emissão do que se chama "Títulos da Dívida". São papéis vendidos a determinados sujeitos bem ricos, que também garantem a entrada de dinheiro no caixa do governo.

Vamos dar um exemplo: eu sou um país endividado até as cracas e emito um Título da Dívida que vale dez reais. Daqui a um tempo, conforme a minha atuação no governo, esse papel vai valer vinte reais e quem comprou por dez revende por vinte e todos ficam felizes. Para que este papel valha vintão, ou pelo menos mais que os dez iniciais, é preciso que uma coisinha aconteça: sendo ele um título da dívida, é importante que eu, como governo, consiga pagar, ou pelo menos mostrar que posso pagar minha dívida pública num espaço de tempo decente. Até aí beleza?

Bom, antes de continuarmos, deixa que eu te diga quem são estes "sujeitos" que compram esses papéis. Inicialmente, saiba que Títulos da Dívida não são comprados como mortadela. Não vende na padoca. Muito menos os "sujeitos" são pessoas ricas a dar com o pau que ficam se divertindo comprando e vendendo títulos, enquanto você se diverte ocupando reitorias. A maioria dos clientes são os FUNDOS DE PENSÃO. Tem um monte por aí.
Grosso modo, um Fundo de Pensão é uma entidade criada para fazer render o dinheiro que categorias de funcionários de determinado setor recolhe para suas aposentadorias. Pra você se situar, você deve ter ouvido falar na Previ. É um fundo de pensão que administra o dinheiro da aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil. E não pense que só compram e vendem títulos da dívida. A Previ foi uma das maiores investidoras e é, pode-se dizer, dona de grande parte da Vale - aquela que te disseram que foi privatizada.
Em resumo, um Fundo de Pensão cuida do dinheiro de muita gente, que vai precisar muito dele daqui a um tempo, e exatamente por isso tem que ter muita responsabilidade ao investi-lo. Estamos falando aqui de investimentos de uma quantidade absurda de dinheiro, cuja perda traria catástrofes inimagináveis.

Voltemos aos papéis da dívida. Eles vão dar mais retorno lá na frente, tão maior for a capacidade de o país consegui pagar sua dívida num prazo razoável, certo?
Os Fundos de Pensão têm mais o que fazer do que ficar fuçando nas economias dos países para ver se eles podem ou não pagar as suas dívidas públicas. Para isso existem agências internacionais que, elas sim, analisam se as contas dos países estão pagáveis ou não. Quanto mais pagável, maior a nota do país, e ali o investidor sabe que a chance de ganhar é grande. Imagina a pressão do pessoal que opera o Fundo de Pensão dos Correios, o Postalis. Eles sabem (ou pelo menos deveriam saber) que não podem brincar com a aposentadoria dos nossos amigos carteiros. Então irão comprar títulos de países bem avaliados.

E como é divulgada essa avaliação? De um jeito parecido com o que sua mãe fazia, grudando estrelinhas na geladeira conforme seu comportamento. Mais estrelinha = mais mesada. Menos estrelinha = dormir depois do Jornal Nacional.
Pois é. Hoje o Brasil perdeu estrelinha, isso porque já tinha pouco.

As agências internacionais fazem isso não por serem bobas, chatas e feias, muito menos porque o Eduardo Cunha mandou. Fazem isso porque o Brasil vai mostrando que cada vez mais pode pagar suas dívidas cada vez menos. Então, não vai entrar dinheiro no bolso do governo por essa via.
Só tem outro jeito do governo encher o bolso dele, que é esvasiando o nosso. Isso é feito aumentando impostos. É, a gente sabe que é chato. É chato também saber o quanto foi desviado para Suíça ou pra outro escambau qualquer. É chato também saber que tiraram da Petrobrás até praticamente falir aquilo tudo.

Para terminar, existe uma lei onde se lê que todo ano o orçamento do governo precisa fechar no azul, ou seja, o governo precisa arrecadar mais do que gasta. A lei é toda explicadinha, praticamente uma receita de bolo. Dá dicas tipo até quanto se deve gastar em folha de pagamento. É bem interessante e se chama "Lei de Responsabilidade Fiscal". Na Constituição, existe uma lei que manda abrir processo de impeachment para o governante que não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Constituição sabe da importância do cumprimento desta lei, porque assim as estrelinhas na geladeira ao lado do nome do Brasil se multiplicam, e o din-din vem mais de fora, e os impostos não precisam ser tão altos e a inflação fica sob controle, os juros baixos e todos ficam felizes - em tempo, teremos também aulinhas de "Inflação"e "Política de Juros".

Dilma Rousseff, sabendo que a boca ia esquentar feio, deu uma maquiada no orçamento apresentado ao Tribunal de Contas da União - as "Pedaladas Fiscais" (vai ter aulinha disso tambéééém!!!). Ela assim comete dois crimes: o primeiro de malversação do dinheiro público. O segundo de decoro, pois é feio tentar enganar o TCU. Notadamente por conta do primeiro crime, o processo de impeachment pode ser aberto se houver base legal, e há.

Notadamente por tudo isso, as agências internacionais colocaram nossa nota praticamente como valor especulativo - ou seja, comprar o título da dívida brasileira é como jogar na loteria. Quando o dinheiro não entra dessa forma de jeito nenhum, o governo vai fazê-lo entrar com juros altos, que geram dólar e inflação também altos. Aí a atividade econômica cai - as pessoas não compram e as empresas produzem menos e aumenta o desemprego. Isso se chama recessão.

Este é o segundo ano seguido de recessão. A última vez que tivemos tal situação foi em 1930-31, por conta da crise de 29 (pra essa não vai ter aulinha. Ou dê um google ou assista "A Rosa Púrpura do Cairo", do Woody Allen). Agora, por mais que a petezada tente culpar alguém que não eles mesmos, a culpa é deles.

A parte boa é que continuamos uma democracia. Você pode escolher seguir nosso cursinho ou pegar uma sombrinha esperta, movida a sanduíche de mortadela com tubaína no vão livre do Masp para defender que Dilma continue a fazer o que está fazendo com você.